A indústria 4.0 já se mostrou revolucionária o suficiente para que os empreendedores considerem a sua gradual implementação nos seus respectivos negócios.

Afinal de contas, a transformação digital e a sua relação cada vez mais profunda com o mundo físico não se prendem, exclusivamente, ao âmbito industrial. Diariamente, somos bombardeados por uma rotina mais e mais on-line.

Mas, se para muitos o uso da indústria 4.0 ainda é um desafio, o SENAI aponta uma direção interessante para explorar os recursos digitais e, assim, gerar diferenciais competitivos para a sua marca. Confira!

A aproximação com a indústria 4.0

Munida de tecnologias tão amplas quanto diversificadas — como o Big Data, a internet das coisas, a realidade virtual e aumentada e, também, a inteligência artificial —, a indústria 4.0 ainda engatinha, no Brasil, visando o equilíbrio das contas, o investimento em soluções e a natural competitividade do setor.

A aproximação com a indústria 4.0

“Temos de desenvolver tecnologia brasileira e a inovação é essencial para aceleramos essa transformação” é o que aponta Marcelo Prim, gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI.

Para ele, algumas soluções recentes, feitas internamente, são justamente exemplos do que pode ser feito para que essa nova revolução industrial seja abraçada por mais empreendedores. O país agradece, e algumas das possibilidades já apresentadas até aqui são:

  • robôs autônomos inseridos na indústria petrolífera;
  • automatização também na pintura de cascos de navios;
  • embalagens inteligentes;
  • o primeiro nanosatélite brasileiro.

Essas soluções foram geradas em 25 Institutos SENAI de Inovação, todas elas nutridas a partir do incentivo de empresários que trabalham juntos na Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).

Ou seja: o próprio setor vem buscado alternativas acessíveis para estimular esse salto evolutivo na indústria brasileira. Em média, são cerca de 200 pessoas trabalhando ativamente nesse engajamento. Para Prim, “(…) o país terá uma indústria mais competitiva se abraçar a quarta revolução industrial, é um movimento inevitável”.

As inovações produzidas por meio desse incentivo

Anteriormente, destacamos a pintura dos cascos de navios como uma das soluções produzidas aqui, no país, e vale aprofundar em suas realizações.

Desenvolvida pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura, na região Sul do país, a patente do robô de pintura é movido a partir de um sistema automatizado especializado na pintura de áreas planas e verticais.

Detalhe: o produto tem autonomia para processar, em até 11 horas, 2.250 m2 de área. E Byron Gonçalves de Souza Filho, gerente de tecnologia de fabricação, construção e montagem da Petrobras, aponta os benefícios dessa solução:

“A pintura em andaimes feita nas plataformas custa tempo, dinheiro e gera risco para o trabalhador. Por isso, a Petrobras resolveu desenvolver o sistema com o SENAI”. Com isso, os acidentes de trabalho são potencialmente menores, e os recursos humanos se tornam estratégicos nas empresas.

Embalagens inteligentes

Outro produto que tem agregado mais da indústria 4.0 à realidade brasileira são as embalagens inteligentes. Na indústria automobilística, por exemplo, o investimento em embalagens retornáveis é altíssimo, visando a logística do transporte de suas peças.

Indústria 4.0

Assim, a parceria entre dois centros do SENAI e a Reciclapac consistiu no experimento da internet das coisas para lidar com esse tipo de produção. Como resultado, reduziu-se em até 30% os custos, a equipe foi aumentada para atender à nova demanda e especula-se um aumento no faturamento.

Nanotecnologia

Por fim, a indústria 4.0 vem adquirindo mais uso, no país, por meio do primeiro nanosatélite nacional. Desenvolvido pelo SENAI e a Visiona Tecnologia Espacial, o produto se encontra em fase de revisão, no momento:

 “Os satélites que o Brasil coloca em órbita são grandes e pesados, cerca de 400 kg. O que vamos colocar em órbita pesa 10 kg, tem 5% do custo e faz, praticamente, a mesma missão” são os benefícios apontados por André Pierre Mattei, diretor do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados.

Isso mostra — e reforça — não apenas a realidade que a indústria 4.0 faz sombra ao setor, hoje em dia, mas que existem maneiras de trabalhar em prol de um desenvolvimento gradual de todo o setor.

Quer ver como a sua empresa pode caminhar na mesma direção? Dê uma conferida, então, em nosso artigo que explora a produtividade da indústria 4.0 na era digital!

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